A imagem de capa acima mostra a evolução do Universo como é entendida hoje. Aquela parte (mais colorida) logo após o “início” é o que chamamos de radiação cósmica de fundo. Uma de suas componentes é a radiação de micro-ondas de fundo, que claro é radiação eletromagnética e nos mostra como era a distribuição de energia no universo primordial.

Essa radiação emana de todas as direções, vinda de fora da galáxia. De certa forma é o mais distante (mais no passado) que conseguimos enxergar com a tecnologia atual. Então, o que aconteceu antes?

A Teoria do Big Bang

Bastante confundido (erroneamente) com uma explosão, dizemos que o Big Bang foi o colapso ou a expansão inicial de uma região extremamente densa que deu origem a tudo o que existe (neste caso “tudo” diz respeito a exatamente TUDO o que existe, mesmo o que ainda não conhecemos).

Ele deu início ao próprio espaço-tempo. Por esse motivo aquela famosa pergunta: “O que tinha antes do Big Bang?” não faz muito sentido, pois o próprio tempo não existia (ou, pelo menos, o que entendemos como tempo).

Logo após a chamada Inflação do Universo primordial, que foi um processo que aumentou o tamanho do universo em um fator de 1026 em um intervalo de tempo muito menor que 1 segundo, surge a radiação cósmica de fundo, nos dando informação sobre o estado inicial de distribuição de energia no Universo.

Entretanto, não temos como saber o que aconteceu antes disso tudo. Dai surgem teorias alternativas para a origem do Universo.

Teoria da Eterna Inflação Cósmica

Esta teoria diz que, a inflação, que citei anteriormente, sempre está acontecendo em algum lugar no Universo. Porque, como as regiões expandem exponencialmente rápido, logo a maior parte do volume do Universo, num dado tempo, está se expandindo.

Basicamente, o que isso quer dizer é que, como não vemos a inflação ocorrendo em algum lugar do universo, então é possível que esteja ocorrendo em outras partes do Universo. Note que eu fiz uma diferenciação entre universo e Universo, onde Universo diz respeito a TUDO o que existe, e universo diz respeito ao nosso universo observável. Sendo, nesse caso, universo um subconjunto do Universo, dando origem à ideia de Multiverso.

Teoria do Universo Cíclico

Esta é bastante intuitiva, diz que o Universo seguiria uma série de “inícios” e “finais”. Ele seria nasceria e morreria infinitas vezes. Albert Einstein chegou a considerar esta teoria dizendo que o Universo nasceria em uma expansão que com o tempo desaceleraria até que o Universo começasse a se contrair, devido a atração gravitacional da matéria, e se colapsaria novamente em um novo Big Bang, dando início a um novo Universo. Ou seja, o Universo inteiro seria um oscilador harmônico.

Hoje está teoria ainda existe, mas entendida de uma outra forma. Atualmente está relacionada com a chamada Teoria-M, uma teoria que tenta unificar todas as versões da Teoria das Supercordas.

Resumidamente, tem a ver com a existência de Branas, onde as três dimensões espaciais que conhecemos estão restritas a uma Brana dentro de um “espaço” com dimensões extras, conhecido como Hiperespaço. A única força fundamental da natureza que poderia atravessar esse Hiperespaço seria a gravidade, e com isso, Branas colidiriam entre si originando universos como o nosso.

Teoria do Universo Holográfico

Esta aqui vai muito além, diz que se é possível criar uma simulação tão perfeita, em que até os seres simulados não tem ideia de que vivem em uma simulação, então é possível que todo o nosso universo seja uma simulação de alguma espécie alienígena superavançada. Essa eu concordo que esta talvez vá um pouco além na imaginação, mas a partir do momento que não temos como saber, também é válida.

Referências:

https://www.space.com/24781-big-bang-theory-alternatives-infographic.html

https://wmap.gsfc.nasa.gov/universe/bb_cosmo_infl.html

Marco Laversveiler

Graduando de Astronomia pelo Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), interessado principalmente nas áreas de Astrofísica Relativística, Estelar e de Altas Energias.

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