Um Rockot foi lançado, carregando o satélite Sentinel 5P.

Um Rockot, feito de mísseis militares russos desmantelados lançando o satélite Sentinel 5P. Crédito: ESA

O satélite europeu Sentinel 5P, equipado com um espectrômetro holandês desenvolvido para efetuar medições dos gases na atmosfera terrestre, foi lançado , às 6:27 a.m, 13/10/17 por um Rockot russo do Cosmódromo de Plesetsk no norte da Rússia, um complexo militar a cerca de 1.000 quilômetros ao norte de Moscou.

Um satélite europeu que coletará dados com medições diárias da qualidade do ar em todas as principais cidades da Terra. Construído na Grã-Bretanha com uma significativa contribuição holandesa, o satélite Sentinel 5P irá medir os gases de efeito estufa com precisão incomparável, mapeando a química atmosférica em blocos do tamanho de cidades, fornecendo dados para ajudar a informar aos responsáveis pelas diretrizes políticas e aos cientistas sobre como poluição do ar muda no dia-a-dia.

Crédito: ESA–Stephane Corvaja, 2017.

A missão de US$ 284 milhões junta-se a uma crescente frota de sentinelas ambientais européias lançadas desde 2014 pelo programa Copernicus, uma iniciativa emblemática liderada pela Comissão Européia, o braço executivo da União Européia, em parceria com a Agência Espacial Européia.

Durante a missão prevista de sete anos do Sentinel 5P, o espectrômetro Tropomi do satélite detectará traços dos níveis de gases na atmosfera terrestre, como o metano, o ozônio, o formaldeído, o monóxido de carbono, o dióxido de enxofre, o dióxido de nitrogênio e os aerossóis.

Crédito: ESA–Stephane Corvaja, 2017.

“Faremos cobertura diária global da Terra e mediremos todos os principais gases que influenciam a poluição, as alterações climáticas e a camada de ozônio, e o Sentinel 5P será o melhor satélite para fazer esse trabalho até o momento”, disse Kevin McMullan , Gerente de projeto da Sentinel 5P na ESA.

Sentinel 5p sendo carregado até o Launch Pad.
Crédito: ESA–Stephane Corvaja, 2017.

O Sentinel 5P é o sexto satélite adicionado à frota de Copernicus. Desde 2014, outros satélites da frota forneceram imagens radares e ópticas da Terra monitorando a saúde dos oceanos e das placas de gelo.

Os governos europeus conceberam o programa multimilionário de Copernicus para alimentar medições em tempo real da Terra, rios, lagos, mares e regiões polares para autoridades civis, cientistas, empresas e cidadãos através de uma rede de dados livre e aberta.

A frota da Sentinela é o maior e mais caro programa de observação da Terra desse tipo, e os funcionários relatam uso mais alto do que o previsto dos dados até o momento, mesmo com apenas uma constelação de satélite parcialmente completa.

Fonte: http://www.copernicus.eu/news/sentinel-5p-air-we-breathe

Felipe Hime Miranda

Graduando em Astronomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Astrofísico em formação, criador do Café e Ciência e atualmente bolsista CNPq no Museu de Astronomia e Ciências Afins.

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